quinta-feira, 5 de abril de 2018

Freixiel - Vila Flor

Recentemente tive a oportunidade de visitar uma aldeia que há muito queria visitar. Falo de Freixiel, no município de Vila Flor.
Apesar de ter sido uma passagem rápida - tenciono repeti-la com mais tempo disponível - percebi o que me movia tanto a querer conhecer esta aldeia. 
Freixiel fica num vale rodeado de montanhas, muito próximo da margem esquerda do rio Tua. O povoamento desta freguesia é pré-histórico. Os castrejos também passaram por aqui e ainda hoje se encontram vestígios deste povo, nomeadamente o Castro do Castelo. Com a chegada dos romanos estas populações tiveram de assentar arraiais em locais mais baixos e mais propícios à agricultura.
Situada a 350 metros de altitude, entre duas pequenas colinas, no fundo de um vale envolvido pelas serras dos Folgares, Cabreira, Mós, Pessegueiro e Vieiro, oferece-nos um enquadramento digno de visita, que se completa com o património histórico e arqueológico da aldeia. 
Tendo este vale sido habitado desde tempos pré-históricos como o testemunham os relevantes vestígios encontrados: o Castro, a Necrópole do Salgueiral, a fonte e o lagar romanos e as ruínas de uma Ponte Medieval. O Pelourinho, imóvel de interesse público, e a Forca, exemplar único em Portugal, memória dos tempos da pena de morte e também classificado como imóvel de interesse público, contam-nos histórias que fazem as delícias deste magnífico recanto.
Com mais tempo e numa próxima visita, tenciono descobrir os locais que ficaram por ver, admirar todos eles mais demoradamente, e dar asas à imaginação que me transportará para tempos remotos...
Por aqui passa um dos trilhos do Parque Natural do Vale do Tua recentemente inaugurados, com muitos cantos e encantos para descobrir, mais uma razão para voltar... e voltar a este pequeno paraíso.  
Ficam então, como é costume, alguns dos registos.











































quarta-feira, 28 de março de 2018

Rio Sabor e Vale da Vilariça

Partilho com os meus seguidores algumas das fotos por mim tiradas na minha última e recente passagem por Torre de Moncorvo, mais concretamento do Rio Sabor e do Vale da Vilariça.
A paisagem estava simplesente soberba, à qual as nuvens davam um retoque especial.
Bonita em qualquer altura do ano, vale a pena fazerem uma visita a estas terras e suas gentes, cheias de histórias para contar. 

"O rio Sabor no seu troço terminal, constituindo o seu vale fonte de riqueza para as populações de Souto da Velha, Felgar, Larinho, Torre de Moncorvo, Cabeça Boa, Horta da Vilariça, Cardanha e Adeganha durante longas gerações.
A riqueza e a diversidade biológica é excecional. A flora é marcada pela presença de culturas humanizadas como a oliveira e amendoeira, inúmeras espécies arbustivas de que se destaca a azinheira (quercus rotundifolia), a esteva, a giesta, a urze, o zimbro, a cornalheira, mas também diversas espécies arbóreas características desta região como o carvalho cerquinho, o amieiro, o choupo, o salgueiros, o freixos e o lodão.
Quanto à fauna devemos referir as diferentes espécies de aves, sendo as mais importantes as rupícolas – Grifo, Abutre do Egipto, Águia-real, Águia de Bonelli, Falcão Peregrino, Corvo, Gralha-de-bico-vermelho e Bufo real – sendo igualmente muito relevantes a Pega-azul, o Chasco-preto, o Melro das rochas, a Cegonha preta, a Garça-real, entre várias espécies de patos e mergulhões. Entre os mamíferos temos o Lobo, a Raposa, o Texugo, a Fuinha, o Corço, o Javali, a Lontra, o Coelho, a Lebre, e várias espécies de morcegos. 
Deve-se ainda referir os peixes - barbo, boga, escalo, enguia, carpa, achigã, lúcio, a perca, os pimpões, entre outros que infelizmente já desapareceram devido às grandes barragens do Douro (como a lampreia e o solho-rei ou esturjão) – além de répteis – cobras de água, cobra rateira, cobra de ferradura, víbora, cágados – e anfíbios – sapos, rãs ou salamandras."

In http://www.cm-moncorvo.pt/o-que-visitar/patrimonio/natural/rios-vales-e-serras/rio-sabor